P
Prato do Dia
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A
Sobre as margens de uma estrada
E7 A
uma simples pensão existia
B
A comida era tipo caseiro e
D
frango caipira era o prato do dia
Proprietário homem de respeito
E7 A
ali trabalhava com sua família
A E7
Cozinheira era sua esposa e a
A
garçonete era uma das filhas
Foi chegando naquela pensão,
um viajante já fora de hora
Foi dizendo para a garçonete
me traga um frango vou jantar agora
Eu estou bastante atrasado,
terminando eu já vou embora
Ela então respondeu num sorriso
mamãe ta de pé pode crer não demora
Quando ela foi servir a mesa,
delicada e com muito bom jeito
Me desculpe mas trouxe uma franga
talvez não esteja cozida direito
O viajante foi lhe respondendo
talvez franga crua talvez eu aceito
Sendo uma igual a você,
seja a qualquer hora também não enjeito
Foi saindo de cabeça baixa,
pra queixar ao seu pai a mocinha
Minha filha mate outra franga,
pode temperar porém não cozinha
Vou levar esta franga na mesa
se bem que comigo a conversa é curtinha
É a coisa que mais eu detesto
ver homem barbado fazendo gracinha
Foi chegando o velho e dizendo
Vim trazer o pedido que fez
Quando o cara tento recusar
já se viu na mira de um schimith inglês
O negócio foi limpar o prato
quando o proprietário lhe disse cortez
Nós estamos de portas abertas
pra servir a moda que pede o freguês
Pagode do Alá
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E A E
As flores quando é de manhã cedo o seu perfume no ar exala
B E
A madeira quando está bem seca deixando no sol bem quente estala
Dois baiano brigando de facão sai fogo quando o aço resvala
B A B E
Os namoros de antigamente espiava por um buraco na sala
As pessoas que são muda e surda e por meio de sinal que fala
Os granfinos de antigamente quase que todos usava bengala
A mochila de peão é um saco a coberta do peão é o pala
Os casamento de roça tem festa ocasião que pobre se arregala
Preste atenção que o reio dói mais e aonde ele pega a tala
Divisa de terra antigamente não usava cerca era vala
Naturalmente um bom jogador todo jogo ele está na escala
Uma flor é diferente da outra pro cuitelo seu valor iguala
Caipira pode estar bem vestido ele não entra em baile de gala
Pra carregar o fuzil tem pente garrucha e o revolve tem bala
Um valentão ta arrastando a asa mas quando vê a polícia cala
Despista e sai devagarinho quando quebra a esquina abre ala
Pra fazer viagem a bagagem geralmente o que se usa é mala
A baiana pra fazer cocada primeiramente o coco se rala
No papel o turco faz rabisco e diz que escreveu Abdala
As pessoas que morrem na estrada o respeito uma cruz assinala.
Pagode em Linha Reta
E A B A E B E
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E B
O Poder de Deus é grande é força que não esgota
E
Eu ando com Deus na frente pro Azar não dou pelota
A B
Vou colado com a sorte igual caibro na vigota
B7 E
Dei um chute na Miséria fiz ela virar cambota
Eu ando com Deus na frente achei o ninho da nota
Meu dinheiro vai pro banco funcionário empacota
O Gerente é gente fina é seda que não desbota
Quem tem um gerente amigo não cai na mão de agiota
Eu ando com Deus na frente vou indo na maciota
Eu planto na terra seca sem chuva semente brota
Tiro água do deserto seco lago lá na grota
Fiz um bando de Urubu virar um bando de gaivota
Meu Pagode em Linha Reta não sai um palmo da rota
A Mão direita ponteia dança os dedos na canhota
o Meu peito é uma jamanta que não transporta derrota
Lotadinha de sucesso desce a serra e não capota.
Peito Sadio
E7 A B E
|-4/5-5-5/7-7-7/10-10—-9~--777-55—-4~-|
|-5/7-7-7/9-9-9/12-12-10~--999-77-5---|
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E7 A B7 E
Foi às quatro horas da manhã meu cachorro de guarda latiu
B7 E
Levantei para ver o que era, e vesti meu casaco de frio
E7 A B7 E
Então vi que chegou um mensageiro amuntado num burro turdilho
B7 E
Apiou e me disse bom dia o bolso da bardrana ele abriu
E7 A
Uma carta o rapaz me entregou
B7 E
E de novo amuntou e na estrada sumiu..
Dei a carta pro meu irmão ler
Ele leu me olhando sorriu
É convite prá nóis ir na festa
Vai haver um grande desafio
O meu pai já correu no vizinho
Foi chamar o vovô eo titio
Nóis cheguemo a pular de contente
Lá em casa ninguém mais dormiu
Prá quebra aqueles campeonato
Nem com sindicato ninguém conseguiu..
Violeiros que mandou convite
Mora lá no outro lado do rio
Ele pensa que nóis não vai lá
Mais nóis semo caboclo de brio
A peteca aqui do nosso lado
Por enquanto no chão não caiu
Quando nóis cheguemo no catira
Os mais fraco na hora sumiu
Só cantemo moda de campeão
E os tar que era bão nem sequer reagiu..
Perguntei para o dono da festa
Onde foi que o senhor conseguiu
Esses tar violero famoso
Que as moda de nóis engoliu
O festeiro ficou pensativo
E mordeu no cigarro e cuspiu
Voceis são dois caboclo batuta
Quem falou pode crê não mentiu
Teve alguém que cantá experimentou
Mais o peito falhou e a voz não saiu..
As viola nóis faz de encomenda
Nosso peito é tratado e sadio
Já cantemo tres noite seguida
E as moda nois não repetiu
Quem repete é relógio de igreja
E o triste cantar do tiziu
E agora com esta vitória
Ainda mais nossa fama subiu
E vocêis não deve discutir
Ee viemos aqui, foi vocêis quem pediu..
Preto Inocente
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|-0-1-3-0-7-5-33--0-1-3-0-5-3-1~---0-1-0-3-1-00---0-1-3-1-00~-|
|-0-2-4-0-7-5-44--0-2-4-0-5-4-2~-2-0-2-0-4-2-00-2-0-2-4-2-00~-|
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|-7777-8-77-1~-555-3-1-0-5~-3~--0-1-333-1-33---0-1111-0-------|
|-7777-9-77-2~-555-4-2-0-5~-4~--0-2-444-2-44-2-0-2222-0-2~----|
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|-555-3-1-0-5~-3~-77-3~-1-1/3~-00--|
|-555-4-2-0-5~-4~-77-4~-2-2/4~-00--|
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Quando eu soube desse fato pelo radio anunciado
Que um tal preto fugido morreu por haver roubado
As façanhas que ele fez me deixou muito amolado
Por alembrar que os pretos sempre são os mais visados
Mas diante da verdade eu vi que estava enganado
Vou contar o causo direito do modo que se passou
Porque o pai de Suzana num criminoso virou
Na hora que deu o tiro foi que a Suzana gritou
Oh papai porque fez isso o senhor nem me consultou
Se eu ainda estou com vida é o preto que me salvou
No mato eu tava lenhando logo pegou escurecer
O caminho que eu voltava eu não podia mais ver
Naquilo avistei o preto de susto peguei tremer
Mocinha não tenha medo escutei ele dizer
Eu sou preto só na cor mal nenhum vou lhe fazer
Eu tava muito cansada o meu corpo não agüentou
Fui sentar debaixo dum toco uma cobra me picou
O preto rancou da faca o meu pé ele sangrou
O veneno da serpente com a boca ele tirou
Pra salvar a minha vida com a morte ele brincou
E aqui nessa cabana ele trouxe eu carregando
E que nem um sentinela na porta ficou vigiando
Lá fora na mata escura as feras tava uivando
Abatido pelo sono coitado foi cochilando
Veio o senhor de surpresa e a vida foi lhe tirando
Com as palavras de Suzana o seu pai pegou chorar
Fosse coisa que eu pudesse de novo a vida eu lhe dar
Com o sangue desse inocente minha honra eu fui manchar
Este chão que ele pisava eu não mereço pisar
Sei que vou ser condenado só Deus pode me livrar.
Pretinho Aleijado
B7 E B7 E
e|-7-7-5-3---5-5-4-2--4-4-2-0----------|
B|--------7~--------5~--------4-5/7-5~-|
E B
Com Mil e Oitocentos Bois eu Saí de Rancharia
E
Na Praça de Três Lagoas cheguei no morrer do dia
B
O Sino de uma Igrejinha numa estranha Melodia
A E B7 E
Anunciava tristemente a Hora da Ave Maria
A E A
Eu entrei igreja a dentro pra fazer minha horação
A E A
Assisti um quadro triste me cortou meu coração
B7 E B7 E
Um pretinho aleijado somente com uma das mãos
A E7 A
Puxava a corda do Sino cantando triste Canção..
B7 E
Ahhhhhhhhhaiaaii..
Aquela Alma feliz era um espelho a muita gente
Que tendo tudo no mundo da vida vive descrente
O meu Negro coração transformou-se der repente
Ao terminar minha prece era um homem diferente
No outro dia com a boiada sai de madrugadinha..
Muitas léguas de distancia esta noticia me vinha
Um malvado desordeiro assaltou a igrejinha
E matou aleijadinho pra roubar tudo que tinha
Ahhhhhhhhhaiaaii..