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Baiano No Côco
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Quando eu vim lá da Bahia
Rumo á são Paulo eu meti os Peito
Baiano veio de Pau-de-Arara
Ser pobre não é Defeito
Eu vim pra ganhar Dinheiro
Serviço eu não Enjeito..
Só que eu tô com uma vontade
De comer côco que não tem Jeito
No começo foi Difícil
Passei por caminho Estreito
Amizade com Malandro
É coisa que eu não Aceito
Comecei a Trabalhar
Hoje eu vivo Satisfeito..
Tudo que Deus Fez por mim
Eu acho que foi bem feito
Tudo o que eu pude fazer
Procurei fazer Direito
Em são Paulo eu sou Tratado
Com carinho e com Respeito..
Quero rever a Bahia
Porque tenho esse direito
Nosso senhor do Bonfim
Trago dentro do meu peito
Eu sonho com a Bahia
Mas são Paulo é meu Leito..
Boiadeiro de Palavra
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A E7 A
Boiadeiro de palavra que nasceu lá no sertão
E7
Não pensava em casamento por gostar da profissão
D E7 A
Mas ele caiu no laço de uma rosa em botão
E7 A
Morena cor de canela, cabelo cor de carvão
A7 D E7 A
Desses cabelos compridos quase esbarrava no chão
E7 A
E pra encurtar a história era filha do patrão.
Boiadeiro deu um pulo, de pobre foi a nobreza
Além da moça ser rica, dona de grande beleza
Ele disse assim pra ela com classe e delicadeza:
- Esses cabelos compridos são a minha maior riqueza
Se um dia você cortar, nos separa na certeza
Além de eu te abandonar vai ter muita surpresa
Um mês depois de casado o cabelo ela cortou
Boiadeiro de palavra nesta hora confirmou
No salão que a esposa foi com ela ele voltou
Mandou sentar na cadeira e desse jeito falou:
- Passe a navalha no resto do cabelo que sobrou
O barbeiro não queria, mas a lei do trinta mandou.
Com o dedo no gatilho pronto pra fazer fumaça
Ele virou um leão querendo pular na caça
Quem mexeu nessa cabelo vai corta o resto de graça
A navalha fez limpeza na cabeça da ricaça
Boiadeiro caprichoso, caprichou mais na pirraça
Faz a morena careca dar uma volta na praça!
E lá na casa do sogro ele falou sem receio
- Vim devolver sua filha pois não achei outro meio
A minha maior riqueza eu olho e vejo no espelho
É um rosto com vergonha que à toa fica vermelho
Sou igual a um puro sangue que não deita no arreio
Prefiro morrer de pé, do que viver de joelho!