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Dever de Um Médico
G C G
|-/12-12-13-15~--17-13-----13-12~--15-12-----12-10~-|
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|-13-10-----10-8~---12-10-8-7-------|
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Minha casa é de caboclo mas mora a felicidade
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Encontrei a preferida Rainha da minha vida
F G
Com ela eu sou tão feliz assim o destino quis
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No jardim do nosso amor nasceu uma linda flor
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Com cinco anos somente Menina ficou doente..
F
Sofrendo uma grande dor..
F C G C
Em altas horas da noite.. Mandei chamar o doutor
Eu mandei meu camarada lá em sua residência
De volta o rapaz dizia que atender-me não podia
Eu fiquei desesperado mandei de volta o empregado
Tirou nos pés o cavalo dava trovões e estalos
Mas trouxe o doutor consigo tirando-a do perigo
Convidei pra pernoitar..
Me falou que tinha pressa.. Necessitava voltar
Vendo minha filha salva fui com ele até sua casa
Vi tanta gente só vendo dia estava amanhecendo
Eu disse a ele contente senhor tem muitos clientes
Não é verdade doutor vi nele profunda dor
Suas lágrimas brotou sem resposta me deixou
Fiquei suspenso no ar..
Pos a mão nas minhas costas.. Me convidou pra chegar
Quando entrei em sua casa que passei a compreender
Triste surpresa eu tive quando vi não me contive
Vi quanto o doutor sofria tinha perdido uma filha
Quantos pêsames lhe dei franqueza também chorei
O Doutor me agradeceu e depois me respondeu
O quê que vamos fazer..
Eu fui salvar sua filha.. Para cumprir meu dever.
Diário do Caipira
A E7 A D E7 A (E7 A)
|-/9--(9-)--/12-(12)-\7-7--5-5--0~-------------------10-10--9~~---|
|-/10-(10)--/14-(14)-\9-9--7-7--2~-------------------12-12--10~---|
|------5x--------4x-----------------------------------------------|
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|---------------------------------/3-(3)~--/(7)--5-5--------------|
5x 4x
A E7 A
Eu já morei na cidade mas não pude ser feliz
D A E7 A (E7 A)
Voltei a viver no mato onde está minha raiz
A E7
Eu hoje quando acordei fiz a oração costumeira
D A
antes de tomar café eu me banhei na cachoeira
A E7 A E7 A
caminhei lá pro curral pra desleitar a Rancheira
A E7 A E7 A
Parei para assunta o canto do sabiá-laranjeira
A E7 A
Passarinho apaixonado que traz no canto magoado
E7 A (E7 A)
A poesia brasileira..
Logo depois que almocei fui descendo a corredeira
Ver a ceva de piau no poço da gameleira
Pesco quase todo dia eu gosto da brincadeira
Mas só pego um ou dois, desperdiçar é besteira
Somos só dois no ranchinho, gosto de peixe fresquinho
E aqui não tem geladeira
Subi para apanhar lenha beirando a capoeira
Observei lá na roça o rastro de uma mateira
Voltei, trelei os magrelo, pus o baio na cachoeira
porque amanhã é domingo, quero dar uma carreira
com um poquinho de sorte quem sabe ela vai pro corte
No baque da cartucheira
To rematando o serviço, só pego segunda-feira
O sol vai rapando o morro e a sombra desce a ladeira
to feliz e vou pensando que eu fiz a coisa certeira
Caboclo ir pra cidade é cair na ratoeira
Enfim terminou meu dia, é hora da ave-maria
Vou rezar com a companheira.
Ditado Sertanejo
E7 A E7 A E7 A
|-4-22-2-4/5-4-0~-------------------|
|-5-33-3----------2-3-5~--3-2-0~----|
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A E7 A
No lugar que canta galo, de certo que mora gente
D A E7 A E7 A
Que é muito bonito é lindo, que muito feio é indecente
D A
A água parada é poço, riacho é água corrente
D A E7 A
Toda briga de muié, o que faz é língua quente.
Onde tem moça bonita, de certo que tem namoro
Onde tem muié baixinha, tem relia e desaforo
Mistura sogra com nora, pode ver que ali sai choro
Na vila que tem polícia, banho de pau d'água é couro.
Amor de muié rusguenta, catinga jaraca ataca
Doença do rico é gripe, doença do pobre é ressaca
Dança de rico é baile, dança do pobre é fusarca
O rico educa na escola e o pobre educa no tapa.
O que agrada moça é carinho, o que agrada véio é café
O homem que fala fino, não é homem nem muié
A muié que fala grosso, ninguém não sabe o que é
O lar que não crê em Deus, quem domina é o Lúcifer.
O que faz sapo pular, tem que ser necessidade
Pessoas que falam muito, nem todos disse a verdade
Com o tempo a flor perde a cor, e nóis perde a mocidade
O janeiro traz velhice e a velhice traz saudade