N

 

Negrinho Parafuso

 

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    E                                           E7        B

Existiu uma velha casa perto da linha Fepasa antiga sorocabana

                                             E          B             E  B E

Lembrança q ainda resta de qm foi o Rei das festas das noites interioranas

                                          E7            B7

Era ele um trovador renomado Cantador de versos improvisados

                    A                       E7      B7         E  (B E)

Por esse interior afora muita gente ainda chora o parafuso afamado

 

Vivia aquele negrinho rodeado de carinho todos lhe queriam bem

Quando o povo lhe cercava parafuso não negava um sorriso pra ninguém

No lugar que ele cantava o povão aglomerava para ouvir seu repente

Além de bom repentista era também humorista divertia toda gente

 

Na cidade ou na fazenda onde houvesse uma contenda era sempre convidado

Das pousadas do divino velhos moços e meninos amanheciam acordados

Tietê capivarí sorocaba tatuí laranjal butucatu

Em qualquer localidade era ele na verdade o pelé do cururu

 

Depois de tantas viagens tantas noites na friagem parafuso adoeceu

Nem mesmo estando doente ele cantava contente e nunca retrocedeu

Mais um dia eu me lembro naquele 2 de dezembro a sua hora chegou

A região toda chorava quando o rádio anunciava a morte do cantador

 

Naquela tarde chuvosa uma multidão chorosa cabisbaixa encontristada

Carregava seu artista o maior dos repentistas pra derradeira morada

No mundo tudo se acaba a linda piracicaba perdeu mais um trovador

O negrinho idolatrado que também foi convocado pra seleção do Senhor.

 

 

 

Nelore Valente

 

Intro....

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|-7777---7-77777---7-7~-|

|-7777h8-7-77777h8-7-7~-|

|-7777h9-7-77777h9-7-7~-|

|-7777---7-77777---7-7~-|

 

Fraseado..

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|-2-------------------Repete-Intro..--|

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Na fazenda em que nasci Vovô era retireiro,

Em criança eu ajudava A prender o gado leiteiro. 

Um dia de manhã cedo Veja só que desespero,

Tinha um bezerro doente E a ordem do fazendeiro. 

Mate já esse animal e desinfete o mangueiro

Se essa doença espalhar poderá contaminar..

 - O meu rebanho inteiro. 

 

Eu notei que o meu avô ficou bastante abatido

Por ter que sacrificar o animal recém nascido. 

Nas lágrimas dos seus olhos eu entendi seu pedido

Pus o bichinho nos braços Levei pra casa escondido. 

Com ervas e benzimento seu caso foi resolvido

Com carinho eu lhe tratava e o leite que o patrão dava..

 - Com ele era dividido. 

 

Quando o fazendeiro soube chamou o meu avozinho,

Disse você foi teimoso não matando o bezerrinho. 

Vai deixar minha fazenda amanhã logo cedinho,

Aquilo feriu vovô como uma chaga de espinho. 

Mas há sempre alguém no mundo que nos dá algum carinho 

E sem grande sacrifício vovô arranjou um serviço..

 - Ali num sítio vizinho. 

 

Em pouco tempo o bezerro já era um boi erado,

Bonito forte e troncudo mansinho e muito ensinado. 

Automóvel do atoleiro ele tirava aos punhados,

Por isso na redondeza ficou bastante afamado. 

Até que um dia à noitinha um homem desesperado,

Gritou pedindo socorro seu carro caiu no morro..

 - Seu filho estava prensado. 

 

O carro da ribanceira o boi conseguiu tirar,

O menino estava vivo seu pai disse a soluçar. 

Qualquer que seja a quantia esse boi eu vou comprar,

Eu disse ele não tem preço a razão vou lhe explicar. 

A bondade do vovô veio seu filho salvar,

Esse nelore valente é o bezerrinho doente..

 - Que o senhor mandou matar.

 

 

 

 

 

Nó Cego

 

|-----------------------|-11--9~----9-7~--|

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|-----4-7~--5-4-2-------|--------0--------|

|-0-5~------------5-4-0-|-------0---------|

 

|-----------------------|-11--9-7~--(12)--------|

|--0--------------------|-12-10-9~--(12)-Harm.--|

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|-----4-7~--5-4-2-------|---0--0----------------|

|-0-5~------------5-4-0-|---0--0----------------|

 

 

     E              B                        E

  Malandro que é malandro não carrega meu dinheiro

     E              B                        E

  A barata que é sabida não travessa galinheiro

     E              B                        E

  A barata que é sabida não travessa galinheiro

 

 

 E              B                      E

Veio com papo furado o malandro respeitado

 E                B                      E

Era o conto do vigário comigo deu pulo errado

 A                           B          E

Ele caiu direitinho que nem mosca no melado

      B            E         B        E

Eu entreguei o nó cego na unha do delegado

 

 

Lá no trem da zona leste um dia de sexta-feira

Foi dia de pagamento da gente trabalhadeira

Malandro encostou em mim minha mão foi mais ligeira

Peguei a mão do nó cego puxando a minha carteira

 

 

Lá no largo Paissandu na avenida São João

Trombadinha bate e rouba logo sai no carreirão

Trombada bateu em mim eu passei o sapatão

Trombada caiu de bruço bateu a cara no chão

 

 

O ladrão chegou lá em casa eu moro no pé do morro

Ele quis entrar por cima tinha concreto no forro

Lá na porta da cozinha o ladrão pediu socorro

O nó cego viu o diabo nos dentes do meu cachorro.

 

 

 

 

Nove e Nove

 

 

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|--2-4-5~-5-5-4~-4-2-5~-5-4-2~--2-4-5~-5-4-2~---5-4-2~-|

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|--2-4-5~-5-5-4~-4-2-5~-4-2-------------2-------------|

|-4------------------------4~--0-0-2-4~---4-2~-4-2-0~-|

 

      B7

Para frente e para o alto eu nunca posso parar

 

Comigo é no nove e nove, nove e nove eu vou contar

 

Meus versos tem nove e nove nem um nove vai faltar

  E                             B7         E   F#  B

Eu vou dar o resultado que os nove e nove dá..

 

 

Eu nasci no dia nove, nove horas fui pagão 

Nove padre e nove igreja, nove vezes fui cristão

Eu entrei em nove escola, e aprendi nove lição

Eu ganhei nove medalhas, quebrei nove campeão

 

 

Nove baiano valente junta nove valentia

Nove susto, nove choro, correndo nove família

Nove baiano pulando, contra nove ferro fria

Nove facão tá tinindo, nove bainha vazia

 

 

Entrei em nove pagode, topei nove valentão

Nove tapa e nove tombo, nove caboclo no chão

Nove processo correndo e trabalha nove escrivão

Nove ordem de soltura, nove advogado bom

 

 

Tive nove namorada, nove vezes fui casado

Nove sogra e nove sogro, nove lar abandonado

Quando foi no dia nove topei nove cabra armado

Nove tiro eu dei pra cima, fiz correr nove cunhado